Aproveitar a crise dos golpistas e avançar na luta contra a “Reforma Administrativa”

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Em entrevista concedida a um portal na internet, no dia 02 de dezembro, o líder do governo na Câmara Federal, deputado Ricardo Barros (PP-PR)declarou que “as discussões e avanços das reformas propostas desde o início do governo do presidente Jair Bolsonaro, como a tributária e a administrativa, vão ficar para depois do processo eleitoral de 2022”

A declaração do deputado paranaense, ex-ministro da Saúde do governo Temer e um dos expoentes do golpe de Estado, expressa o impasse entre as diversas alas do regime burguês-golpista não só com relação à “Reforma Administrativa”, mas também naquilo que diz respeito a diversas outras matérias que estão em tramitação no Congresso, como é o caso da reforma tributária.

A PEC 32 tramita há 15 meses na Câmara e vem caminhando vagarosamente, entre tropeços e recuos em função das contradições e crises que permeiam os interesses das diversas alas da burguesia e seus representantes, dentro e fora do governo. 

Para fazer avançar a PEC, o governo foi obrigado até mesmo a substituir deputados da base aliada que se mostraram “indecisos” no momento da votação na Comissão Especial. A manobra acabou por garantir a “vitória” dos governistas por uma margem apertada (28 votos a favor e 18 contra).         

Já no terreno da luta contra o projeto, a crise do governo alimenta a ilusão na política de lobby, para derrotar a PEC 32. É preciso deixar claro que o atual impasse na votação do projeto em plenário não se dá em função de alguma suposta eficácia da política de pressão exercida sobre os parlamentares corruptos do “centrão” e demais apoiadores dos partidos ditos “democráticos” que endossam a política de terra arrasada do governo contra os trabalhadores e a população faminta do País.  

Isso porque se o problema da aprovação ou não de leis no Congresso fosse guiado pela política de pressão (lobby) sobre os parlamentares, a maioria das iniciativas da burguesia e do grande capital, sob a forma de projetos de lei, dificilmente teria logrado êxito, pois o que mais os sindicalistas e a esquerda fazem na “casa do povo” é justamente a política de lobby, o “convencimento”, a “sensibilização” dos parlamentares. Isso, todavia, nunca resultou em nada, a não ser derrotas e mais derrotas para os trabalhadores (reforma da previdência e trabalhista, teto de gastos, terceirizações, privatizações, etc). 

O que importa no momento, contudo, não é especular sobre quais as razões que conduziram o governo e sua base aliada ao impasse, mas tirar proveito da situação de um ponto de vista favorável aos interesses dos trabalhadores, dos servidores públicos, da categoria a nível nacional. O fato é que estamos diante de uma enorme oportunidade para preparar e realizar uma efetiva mobilização nacional do funcionalismo público das três esferas administrativas. 

É preciso convocar um congresso nacional de trabalhadores do serviço público, eleitos em assembleias, para debater a situação da categoria, redirecionando a luta e por uma nova orientação, uma outra estratégia de enfrentamento ao governo Bolsonaro e à burguesia golpista que deseja o fim dos serviços públicos prestados à população carente, pobre e explorada do País. 

É possível e é preciso ainda buscar uma unidade na luta com os trabalhadores de outras empresas que sofrem o mesmo processo de privatização, mas que estão em estágios diferentes, como petroleiros, bancários, trabalhadores da Eletrobras. 

Finalmente, 2022 será um ano eleitoral e a luta por uma candidatura que expresse os interesses dos trabalhadores, dos servidores públicos, das empresas estatais, da economia nacional, estará na ordem do dia na pessoa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o único candidato que pode efetivamente derrotar o golpe e tudo o que ele representa. 

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