Debilidade exposta

A maldição do Afeganistão

A história de 20 anos da ocupação do Afeganistão pelo imperialismo norte-americano foi posta em destaque recentemente em função da vitória do povo dirigido pelo Talibã contra os invasores. A retirada das tropas, a capitulação dos Estados Unidos no Afeganistão, representa uma grande derrota do imperialismo e, como tal, é um grande acontecimento para a humanidade. Analisamos aqui como a ação do imperialismo conduziu o País à sua situação atual de ruína e miséria
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Afonso Teixeira Filho

Partimos da defesa incondicional da autodeterminação dos povos. Contudo, a história atesta variados exemplos em que a invasão de determinados territórios carreou também o progresso, ainda que o progresso viesse maculado de sangue. A expansão dos impérios construiu civilizações. Onde era o ermo, ergueram-se cidades. A cultura difundiu-se pelos quatro ventos e, enquanto a humanidade progredia, com o incremento dos meios de produção, esse alastramento cultural teve um aspecto progressista; aspecto esse o mais importante.

    Com o descenso do capitalismo, em sua fase imperialista, que Lênin chamou de etapa derradeira, a expansão territorial e o domínio dos povos tornou-se em uma atividade predatória. 

    O revolucionário russo Leon Trótski disse, certa vez, que se a Inglaterra democrática entrasse em conflito militar com o Brasil semifascista de Getúlio Vargas, a classe operária deveria ficar do lado do Brasil “fascista” contra a Inglaterra “democrática”. A derrota inglesa “representaria um duro golpe para o imperialismo britânico e daria um grande impulso ao movimento revolucionário do proletariado inglês.”1

    A derrota dos Estados Unidos da América no Afeganistão tem um significado bastante progressista, pois expõe para o mundo inteiro a debilidade das políticas de ocupação e do domínio imperialistas. A ocupação norte-americana no Afeganistão engalanou-se de uma cruzada contra um regime cruel e despótico para a salvação de um povo oprimido. Por baixo dessa fantasia, havia uma operação de pilhagem e extermínio.

Essa operação, desde o começo, como pretendemos demonstrar, estava fadada ao fracasso. E fracassou miseravelmente como fracassara no Vietnã e na Somália.2

A ocupação do Afeganistão

Com a fundação da Sociedade das Nações, forjou-se a ideia de que as nações associadas deveriam atuar conjuntamente para preservar a paz em todo o mundo. A sucessora da Sociedade, a Organização das Nações Unidas (ONU) interveio em alguns Estados; ora a pedido deles, como no caso do Congo (1960-1966)3 e do Timor (1999), para a preservação da paz. Distinto é o caso de Cossovo (1999).4 Contudo as ações dos Estados Unidos da América (EUA), no Afeganistão e no Iraque,5 não contaram com o apoio da ONU e foram ações unilaterais do país e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

    Após os atentados aéreos de 11 de setembro de 2001 em território norte-americano, os EUA precisaram dar uma resposta ao mundo, temendo que uma demora pudesse colocar em questão seu poderio militar. Rapidamente, afirmaram que o responsável pelos atentados era a organização jihadista Al-Qaeda, cujo chefe, Osama bin Laden, se encontrava refugiado no Afeganistão.

    Pediram, então, que o governo local, comandado pelo grupo jihadista Talibã entregasse Bin Laden. O Talibã disse que o expulsaria do país. Não bastou. E os Estados Unidos declararam guerra ao Afeganistão. A imprensa capitalista tratou de criar o palco e preparar o terreno para a tragédia. Havia muito, propagava as “barbaridades” do Talibã; e fizeram o mundo chorar pelos três mil mortos de Nova Iorque. Mas ninguém haveria de chorar pelos 150 mil afegãos que morreriam em seguida.

O segundo ato da tragédia iria mostrar ao mundo que a “América” era, a um só tempo, forte e piedosa. Como sempre, colocaram na mesa a carta da democracia. A justificativa para a intervenção em Estados eram as violações aos direitos humanos. A cruzada pela democracia. Mas falar de cruzada para um muçulmano é um verdadeiro insulto. Seja como for, os invasores tomaram o Estado afegão. Puseram o Talibã para correr, sem levar em consideração que o Talibã tinha para onde correr. As montanhas e cavernas do Afeganistão tornam o território num espaço inexpugnável. E o Talibã, usando a tática de “recuar, golpear e vencer”, a pouco e pouco, foi recuperando o terreno perdido.

Colocaram um governo fantoche no lugar do Talibã e precisavam mostrar ao mundo que teriam como recuperar um Estado fracassado como organização social e econômica. O problema passou a ser tratado como caso de falência estatal. O Afeganistão foi, então, considerado um “Estado falhado” (vale dizer, que não atende às necessidades básicas da população) e a política idealizada pelos policy-makers foi a de reconstrução do Estado (nation-building). No Afeganistão havia, segundo analistas,6 a combinação de um Estado falhado com grupos terroristas, e a política de nation-building seria aplicada ali. 

A reconstrução do “Estado fracassado”

A política imperialista de nation-building considera diversos aspectos, como a organização da sociedade, a importância do capitalismo e da democracia etc., mas considera também a importância das guerras e a intervenção de atores internos em países que demonstram fragilidades estatais. É também uma política que visa prevenir o alastramento do tráfico de drogas e armas, a dispersão de refugiados e o abrigo a organizações terroristas.

    Mas não há consenso sobre o que seja a política de nation-building. Dobbins, por exemplo, definiu certa vez nation-building como o “uso da força militar após um conflito como forma de apoiar uma transição estável para a democracia”.7 E o mesmo Dobbins dirá, mais tarde, ser esse conceito o uso da força como forma de promover reformas políticas e econômicas para transformar sociedades conflituosas em sociedades de paz.8

No entanto,

“A política de reconstrução de Estados contempla diversas atividades, as quais não são propriamente encontradas em nenhum órgão governamental dos Estados Unidos. Algumas tarefas de reconstrução de Estados envolvem a estruturação ou restruturação de infraestrutura, garantia da segurança em situação transitória, desenvolvimento de governança e o fornecimento de serviços básicos e de bem-estar até que os governos estejam suficientemente maduros para tomar nas mãos essas tarefas.”9

A declaração de guerra feita pelo presidente norte-americano George W. Bush (2001), à revelia das Nações Unidas, deixaria pouco espaço para a política de nation-Building, concentrando-se principalmente em esforços militares de ocupação. 

Após 20 anos de ocupação, pouco foi logrado. Não houve no país, praticamente, nenhuma melhora na condição de vida da população durante esse período. As taxas de educação continuaram baixas; a saúde foi privatizada; a mortalidade infantil é a maior do mundo hoje; a renda per capita é a 8ª menor do mundo; o analfabetismo é o 6º maior; a expectativa de vida de homens e mulheres é de 44 anos; o IDH é maior apenas que o de 10 países da África e um da Ásia, o Iêmen que, por sinal, está em guerra; a educação é a 16ª pior do mundo.10

A título de comparação, o índice de educação do país, durante o regime do Talibã (1996-2001) subiu, em cinco anos, de 0,125 para 0,226. Muito pouco. Contudo, em vinte anos de ocupação imperialista, subiu de 0,226 para 0,365. Ou seja, em cinco anos de Talibã, o índice subiu 80%; em vinte anos de ocupação, subiu apenas 60%.11

Dados do Banco Mundial revelam o fracasso da ocupação em termos sociais e humanitários. Segundo o Banco Mundial, a expectativa de vida subiu de 56 para 64 anos. A mortalidade materna caiu pela metade. A taxa de pobreza aumentou consideravelmente. A taxa de desemprego teve uma leve melhora e o padrão de vida manteve-se praticamente o mesmo, estagnado. Por outro lado, a produção de ópio (papoula) aumentou significativamente: em parte para sustentar a revolução, em parte para sustentar a ocupação, como veremos no tópico seguinte.12

TABELA 2

Devemos ressaltar que a ocupação nunca foi plena e firmou-se apenas em alguns quartéis do país e nas maiores cidades. Paulatinamente, o Talibã foi recuperando terreno e a ocupação terminou sem conseguir o que pretendia (ou o que pretendiam os elaboradores de política – policymakers).

A papoula

Políticas de nation-building buscam, entre outras coisas, o combate à produção de entorpecentes. Tal combate visaria tanto ao bem-estar do Estado tutelado como ao impedimento do tráfico.

    A intenção dos Estados Unidos de implementar no Afeganistão uma política de reconstrução era um disfarce ou, no máximo, uma política secundária. Quase não houve combate à produção da papoula, matéria-prima para a produção de ópio e heroína. As plantações aumentaram, bem como a colheita. Hoje, 85 por cento do ópio consumido no mundo, vêm do Afeganistão.

    A erradicação das plantações de papoula intensificou-se em 2017, quando já estava claro que a ocupação terminaria.

No entanto, a produção, mesmo assim, aumentou 113 por cento, entre 2012 e 2017, e 63 por cento entre 2016 e 2017.

    O cultivo de papoula pode ter financiado tanto o Talibã quanto os Estados Unidos, que pode ter usado o tráfico para financiar parte do seu programa de ocupação do país, como fizeram em Honduras (1980), para sustentar o golpe contra o governo sandinista na Nicarágua.13

    O Afeganistão depende muito da papoula. Segundo Vanda Felbad-Brown, “não há nada no Afeganistão que produza mais empregos do que a economia do ópio”.14 Além disso, não se pode erradicar a papoula, visto que é a matéria-prima da morfina, anestésico utilizado nos hospitais do mundo todo.15 A pouca intensidade do combate ao ópio no Afeganistão leva-nos a duas hipóteses – e pelo menos uma delas é verdadeira. Ou a intenção de reconstruir o Estado afegão era fantasiosa ou quem as implementou era incompetente.

Financiamento da guerra e da ocupação

O custo da guerra foi altíssimo. Quase tudo foi empenhado em gastos militares. Pouco foi investido no país. E, desse pouco, muito foi consumido pela corrupção.

GRÁFICO 1 – custo da guerra do afeganistão

O maior contingente militar que os Estados Unidos utilizaram durante a ocupação deu-se no governo de Barack Obama, com 110 mil militares. Esse número diminuiu significativamente durante o governo de Donald Trump.

GRÁFICO 2 – tropas

Mais de 450 soldados britânicos morreram durante a ocupação; aproximadamente 3.500 da coalizão de países e mais de 2.300 estado-unidenses. Entre os norte-americanos houve 20.660 baixas (feridos e mutilados).16

    Valeu a pena? Como justificar um gasto de mais de US$300 milhões por dia em um país sem conseguir melhorar as condições de vida da população local? Se o dinheiro fosse empregado na implantação de fábricas, melhorias infraestruturais etc., esse gasto teria transformado o Afeganistão num paraíso. O Produto Interno Bruto (PIB) do país é pouco mais do que US$60 bilhões.17 Se aqueles 300 milhões de dólares fossem usados para benefício do país, o PIB teria triplicado logo nos primeiros anos e crescido muito mais ainda nos anos seguintes.

    Se a justificativa para a invasão do país fosse real, os Estados Unidos não teriam investido apenas US$130 bilhões em 20 anos no Estado tutelado.

Desses US$130 bilhões, mais da metade foi utilizada na manutenção e expansão do exército nacional; 36 bilhões apenas foram destinados ao desenvolvimento (sendo parte disso direcionada à burocracia); e uma pequena parte foi investida no combate a drogas.

Outro dado alarmante é o da condição da mulher. Houve durante o período da tutela estatal um discreto avanço nas condições educacionais da mulher afegã. Dizemos discretos, pois, a despeito dos dados da USAID.18 A infraestrutura educacional é bastante precária e as mulheres não têm onde estudar. Muitas tinham aulas ao ar livre. 

A guerra e a política de extermínio

O maior custo da guerra foi em vidas, como sempre é. A UNAMA19 reporta que aproximadamente 111 mil covis foram mortos ou feridos durante a ocupação. Mas os dados só passaram a ser computados a partir de 2009. O que aconteceu durante a guerra de ocupação? Não há dados. Mas morre muita gente nas guerras.

GRÁFICO 3 – política de extermínio

Muitas mortes de civis foram causadas por ações de guerra ou em decorrência da fome e da miséria por ela provocada. Em 2017, foram 298 ataques contra civis durante 195 dias; em 2018, 332 em 203 dias; em 2019, 406 em 207 dias; em 2020, 424, em 235 dias; e em 2021, até o final de abril, foram 245 ataques. Ao Talibã, foram atribuídos 38 por cento desses ataques; ao Estado Islâmico, 4 por cento; 3 por cento apenas à coalizão USA/OTAN; 26 por cento a grupos armados não identificados; e 31 por cento às forças armadas do Afeganistão.20

    Steve Stone, soldado do Special Air Service (SAS), uma força de elite da Grã-Bretanha, relata as ações do SAS durante a ocupação.21 Segundo ele, os esquadrões trabalhavam em conjunto com o MI6, órgão de investigação e espionagem britânico, o qual informava os locais onde havia guerrilheiros talibãs. De posse das informações, os esquadrões dirigiam-se a esses locais para eliminar os guerrilheiros.

    Era uma ação que contava com a ajuda da Força Aérea Real (aviões e helicópteros) e, muitas vezes, com o uso de drones controlados remotamente. Nesse tipo de ação, aquilo que se convencionou chamar de dano colateral não poupava a vida de civis.

    O povo do Afeganistão não estava contente com essas ações e logo passou a apoiar o Talibã. 

“Sob a luz do dia o local ficaria ainda mais perigoso já que os moradores locais nos veriam e informariam os detalhes ao Talibã. Sabíamos que tínhamos que sair dali o quanto antes.22

“Em diversas ocasiões eles foram avistados por moradores locais enquanto se aproximavam dos objetivos, e os moradores usaram tudo o que podiam para fazer barulho e alertar o Talibã.23

O Talibã

O Talibã não é uma organização terrorista, como propaga a imprensa capitalista. Nem sequer os Estados Unidos o têm na relação de organizações terroristas.24 Trata-se de um grupo guerrilheiro que surgiu durante a ocupação soviética do território afegão. O grupo era patrocinado pelo Paquistão e “emergiu em 1994 para colocar fim à guerra civil e à anarquia entre as diversas facções, levando ao país à lei islâmica”.25

    Em 1996, o grupo toma o poder e governa o país até 2001, quando é derrubado pela coalizão de países patrocinada pelos Estados Unidos. No período em que governou, o Talibã impôs ao país a xariá, ou direito islâmico,26 mas o tomou de maneira ortodoxa.

    Antes da invasão norte-americana, o Talibã já era anunciado pela imprensa internacional como um grupo fundamentalista, que praticava a iconoclastia e impunha às mulheres o uso da burca, peça que cobre todo o corpo da mulher, mas que já era tradicional do vestuário afegão.

    As atitudes exacerbadas desse grupo seriam usadas mais tarde como justificativa para a invasão do país. O Ocidente “civilizado” não podia permitir a existência de um governo bárbaro em lugar algum do mundo. Mas o Talibã era afegão. E a invasão de um exército estrangeiro, por mais caridoso e humano que queira parecer, parecerá sempre como invasor. 

    As sucessivas invasões por que passou o território afegão ao longo da história (três guerras anglo-afegãs, guerrilhas contra os soviéticos, ocupação americana) não tiveram o efeito que esperavam. Esse território, chamado de “cemitério dos impérios”, nunca foi um Estado de fato. Constituiu-se como um grupamento disperso de tribos. Impor a democracia a um território assim será sempre algo traumático. O caminho para isso é longo e depende da reorganização do sistema tribal.

    Mas a democracia é quase sempre uma farsa imposta por um tirano a um país que busca autonomia. É uma forma de dominação, cuja desobediência implica brutalidades extremas. No caso do Afeganistão, custou, na melhor das hipóteses, 150 mil mortos.27

    Ainda que a própria imposição da xariá, pelo Talibã, fosse tão estranha ao afegão quanto a democracia, não era algo que vinha de fora. O Talibã é um grupo afegão, e isso, pelo princípio de autodeterminação dos povos, dá a ele mais legitimidade do que aos norte-americanos para a governança do território. A democracia, que é uma construção do povo, não pode ser imposta de fora para dentro. Nasce no coração e não na boca de um canhão.

    Por isso, não se sustentou. Em 2017, o Talibã já ocupava 26 das 34 províncias do país. Era uma questão de tempo até que tudo se consumasse. Com a tomada de Candaar, os Estados Unidos não tiveram outro remédio que capitular.

O desastre

    Pelo que expusemos, está claro que, se houve alguma intenção de promover um programa de reconstrução de Estado para o Afeganistão, esse programa não funcionou. E o custo foi alto. Quem arcou com a maior parte da despesa foi, obviamente, o povo afegão. Gente morreu como gado no abatedouro. Famílias foram destruídas, quer pela guerra, quer pela emigração. A tragédia não conta apenas o número de mortos. Entre 2001 e 2021, antes da capitulação das forças de ocupação, mais de três milhões de afegãos deixaram o país e vivem hoje em condições miseráveis pelo mundo, muitos como párias.28

    A desocupação foi outro desastre, o qual acarretou outros 100 mil refugiados que, até agora, não têm abrigo definitivo. O custo para o exército invasor foi alto também: mortos, feridos e despesas de saúde permanentes com as quais os países que promoveram a guerra terão de arcar. Perderam a guerra e perderam o moral.

    Do ponto de vista militar, a OTAN tornou-se uma organização menos relevante, sobretudo depois da medíocre intervenção na guerra da Síria e do fracasso da tentativa de golpe da Turquia em julho de 2016.29

    Os Estados Unidos, por outro lado, vêm mudando a direção da sua geopolítica. O princípio continua o mesmo: o realismo político de Hans Morgenthau. Mas, a partir do governo de Donald Trump, fica estabelecido que o país não tem mais amigos nem inimigos. As alianças que fizerem serão sempre visando ao seu maior interesse econômico. Diante da ascensão da China e da Rússia, a preocupação do país tornou-se outra. Para que se enfronhar em guerras pequenas de enorme custo, quando se tem, pela frente, adversários que colocam em xeque a posição de domínio global do país?

    A verdade é que a capitulação dos Estados Unidos no Afeganistão representa uma grande vitória para os povos oprimidos. Toda derrota do imperialismo é um grande acontecimento para a humanidade.

Notas

1 Entrevista de Leon Trótski a Mateo Fossa, em 23.7.1938. (FOSSA, 1999)

2 Batalha de Mogadíscio (1993). Ver Black Hawk Down, filme de Ridley Scott (2001).

3 Crise provocada pela independência do Congo, que resultou na morte de Patrice Lumumba (1961).

4 A guerra no Kossovo foi iniciada pela OTAN. A Resolução 1244 da ONU colocou o território sob sua proteção. Cabe registrar aqui a opinião de José Ramos-Horta, Nobel da Paz, que chamou de hipócrita a intervenção no Kossovo. V. Ramos-Horta, “Timor Leste, Kosovo e a hipocrisia européia”. (Folha de S.Paulo, 4/5/1999)

5 Respectivamente, em 2001 e 2003.

6 Como DOBBINS et al., 2003; FUKUYAMA, 2005; BUSH, 2002.

7 DOBBINS et al., 2003, p. 1.

8 DOBBINS, 2007, p. xvii.

9 FUKUYAMA (ed.), 2007, pp. 164-5. Tradução e grifos nossos.

10 Dados tirados no almanaque The World Factbook, da CIA.

11 Idem.

12 Esses dados diferem um pouco dos apresentados pela CIA.

13 Os Estados Unidos financiaram parte da guerrilha hondurenha (os Contras) – cujo propósito era desestabilizar o governo sandinista – com o dinheiro do tráfico de cocaína da Colômbia para os Estados Unidos.

14 FELBAB-BROWN, 21.11.2017.

15 Há cultivo de papoula no México e em outros países em menor escala. É mais provável, porém, que os laboratórios produtores do sulfato de morfina adquiram sua matéria-prima no Afeganistão.

16  https://www.bbc.com/news/world-47391821

17  Esse dado encontra-se no verbete “Afeganistão” da Wikipedia. O World Factbook estima o PIB do país em US$77,04.

18 USAID. Afghanistan. Education. https://www.usaid.gov/afghanistan/education. Acesso: Novembro, 2021.

19 UNITED NATIONS ASSISTANCE MISSION IN AFGHANISTAN: unama.unmissions.org. Ver também CRAWFORD, 2020.

20 Fonte: The Armed Conflict Location & Event Data Project @AJLabs ALJAZEERA.

21 STONE, 2018.

22 STONE, 2018, p. 43.

23 Idem p. 45.

24  Apenas seis países consideram o grupo Talibã como terrorista: Canadá, Quirguísia, Casaquistão, Tajiquistão, Rússia e Emirados Árabes Unidos. “List of designated terrorist groups” in Wikipedia. As fontes indicadas no verbete foram conferidas.

25 STONE, 2018, p. 8.

26 A xariá tem como fontes principais o Alcorão e a Suna.

27 Os dados que contam 110 mil não computam o número de mortos na guerra que acompanhou a invasão em 2001 e nos sete anos seguintes.

28 Verbete “Afghan refugees”, da Wikipedia. Acesso: novembro de 2021.

29 FIORI, 2021, p. 27.

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