Nova alta do gás impõe necessidade de nacionalização da Petrobras

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Em uma viagem comemorativa aos seus desastrosos mil dias de “governo”, Jair Bolsonaro, o presidente ilegítimo do Brasil, foi à Boa Vista, capital de Roraima, anunciar uma série de obras para o setor energético e a entrega de um aeroporto para os especuladores. Nessa oportunidade, quando confrontado sobre o problema do alto preço do gás de cozinha, o mandatário do Planalto saiu pela tangente, dando respostas evasivas e sem conexão com a realidade, como é de seu feitio. 

Em sua demagogia, o presidente ilegítimo falou que, de sua parte, o governo federal já tinha zerado os impostos incidentes sobre o gás, mas ainda existiam os impostos estaduais, além do valor cobrado pelas revendedoras. Desta feita, Bolsonaro convidou os dois governadores que estavam com ele na cerimônia, Antonio Denarium (RR) e Wilson Lima (AM) a fazerem o mesmo. De acordo com o golpista, caso os impostos estaduais fossem zerados e fosse possível comprar diretamente o gás, sem passar por revendedores, o preço poderia cair pela metade. Em seguida, Bolsonaro  jogou a questão do preço do gás para a metafísica, “Se Deus quiser o preço vai cair pela metade do preço!”, entregando “nas mãos de Deus” o preço do gás de cozinha, cujo preço já está superando 10% de um salário mínimo.

Sempre que confrontado com questões mais delicadas, como o preço do gás de cozinha, Jair Bolsonaro procura sair pela tangente e desta vez não foi diferente. Tomemos os preços praticados pelo estado de Minas Gerais. De acordo com o jornal O Estado de Minas, o preço do gás se daria da seguinte forma: 47% de custos do próprio gás, 35% de distribuição, 15% do imposto estadual e 3% do imposto federal. Dessa forma, o que mais pesa no preço do gás são os valores de custo, de produção e de redistribuição (O Estado de Minas, 19/2/2021).

É importante dizer que a população veria muito pouca variação nos preços mesmo com os impostos zerados, uma vez que tudo o que implica em custo para uma empresa entra no cálculo do preço de seu produto ou serviço, incluindo os impostos. Como as empresas estabelecem o preço de seus produtos baseados no interesse do lucro, uma redução de custo não implicará na redução do preço mas aumento da margem de lucro. Apesar do misticismo difundido pela propaganda neoliberal, quem menos pode entrar nessa relação é o consumidor, que precisando dos itens de consumo, acabará pagando o preço estipulado pelas empresas.

A própria Agência Nacional de Petróleo declarou que “as distribuidoras têm o hábito de não repassar reduções de preços aos revendedores, o que não pode nem mesmo afetar o valor da venda” (Idem, 19/2/2021). O problema não é apenas zerar o imposto sobre o gás, mas sim a política de preços, que é orientada pelo governo federal e posta a serviço da especulação internacional, razão pela qual o gás aumenta. É sabido que a Petrobras tem 70% de suas ações nas mãos dos acionistas, a maior parte deles estrangeiros. Quando o preço do combustível sobe, é para garantir o lucro destes especuladores, mesmo que isso atente contra os interesses da população e da economia nacional.

Além disso, é muita demagogia do ilegítimo golpista Bolsonaro falar sobre “compra direta de gás”, pois em seu governo foi fechada a entrega da BR Distribuidora para os especuladores, colocando uma grande fração da distribuição de combustíveis na mão dos capitalistas, fora do controle do povo.

Sem ter o que dizer, Bolsonaro procura escapar de assuntos delicados como os combustíveis, uma vez que esse problema impacta diretamente a população trabalhadora brasileira, o que afetaria, por conseguinte, suas ambições eleitorais. Dedicado aos interesses imperialistas, o golpista é simplesmente indiferente ao problema do gás de cozinha, vital para a classe trabalhadora, pois o atual governo, filho do golpe de 2016, está aí justamente para espoliar o povo.

Sendo resultado da supremacia do interesse imperialista no País, o problema central no que tange o preço do gás é colocar abaixo o Bolsonaro e toda a política de entrega na riqueza nacional, revertendo a privatização da Petrobras e o desmonte das refinarias da empresa, de modo a beneficiar o povo brasileiro com o uso das jazidas de petróleo e gás existentes, e que são mais do que o suficiente para atender a demanda da nação a preços muito baixos. Uma vez reestatizada, a Petrobras deve ser orientada pelo desenvolvimento nacional, sendo portanto necessário seu controle pelos próprios trabalhadores da empresa. Para isso é preciso derrotar o regime golpista vigente no País.

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