Radicalização do povo negro

Legítima defesa e o negro da casa

Evolução à esquerda dos atos supera manobras identitárias
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Em um dos atos realizados na  avenida Paulista, no dia 03 de julho, a bandeira do PSDB foi trucidada por manifestantes da esquerda, em um ato que acabou por resultar em confusão e expulsão dos tucanos da manifestação. O acontecimento se deu em razão dos ataques históricos do PSDB aos direitos dos trabalhadores, considerando não só as gestões do partido no Estado de São Paulo, mas nacionalmente, especialmente quando da presidência de Fernando Henrique Cardoso, o homem que fez muito mais contra o povo que o próprio Jair Bolsonaro vem fazendo. 

Faz tempo, também, que a direita tenta, de todas as formas, se infiltrar nas manifestações da esquerda. O ocorrido no dia 2 de outubro ilustra de forma clara essa tentativa, com a presença no palanque de figuras execráveis como Ciro Gomes (PDT), a banqueira-herdeira do Itaú, Maria Alice Setubal (carinhosamente apelidada de “Neca Setubal” para os íntimos da direita e também da esquerda), o presidente municipal do PSDB, etc. O fato é que foi necessário montar um esquema gigantesco de segurança para o negócio não terminar em guerra civil. 

Mesmo assim, Ciro foi vaiado e teve corre-corre atrás do Masp, quando o candidato abutre escapuliu da manifestação, onde era muito indesejado. Eram inimigos do povo negro, pobre e trabalhador falando ao carro de som.

O odioso verde amarelo, agora encarado por muita gente como cores abertamente direitistas, também foi escorraçado da Paulista pela juventude que integra os black blocs, grupo composto por jovens de periferia, revoltados com a situação.

Geralmente quem faz o papelão de levar a enorme faixa verde e amarela nos atos em São Paulo é o Partido Pátria Livre e os insanos do PCdoB, na cantilena de resgatar a bandeira do Brasil. Existem outras organizações que também fazem um esforço gigantesco de passar essa vergonha, mas essas citadas são as principais.

De qualquer forma, os black blocs estavam presentes e rasgaram a faixa verde e amarela, o que revela uma importante evolução à esquerda dos manifestantes, que não demonstra qualquer simpatia pelo verde-amarelismo, motivo de muita confusão em 2013, por exemplo. Agora o verde-amarelo não cabe mais.

A manobra de infiltrar a direita dentro das manifestações da esquerda nos atos do dia 2 fracassou; agora, a tendência é que essa tentativa seja esmagada nas próximas manifestações, pois a esquerda combativa está evoluindo para impedir a participação da direita golpista e suas cores dentro das manifestações da esquerda.

Por outro lado, a imprensa oficial, golpista, clama pela identificação dos black blocs para que esses sejam identificados, perseguidos e punidos. É o mesmo tratamento dispensado à população negra em geral e a própria esquerda faz esse clamor, apoia essa grotesca arbitrariedade

O representante da UMES (União Municipal dos Estudantes Secundaristas), Lucca Gidra, disse à Folha de S. Paulo que “foi um ato covarde, eles foram lá e rasgaram a bandeira”. Nada disso. Covarde é articular a presença da direita dentro dos atos da esquerda às costas dos manifestantes. É muito cinismo levar bandeiras e cores dos golpistas para os atos da esquerda. Claro que vai dar ruim, e é preciso que dê ruim mesmo.

“Isso é um problema porque, quando eles fazem isso, acabam não ajudando a população a ir para o ato. A população fica com medo por atitudes dessa minoria”, emenda o Sr. Gidra. De maneira alguma. A juventude está revoltada justamente porque deram o golpe de Estado, as suas famílias estão em situação social crítica, sofrem de desemprego, etc., e ainda por cima, quando vão à manifestação, fazem o favor de colocar golpistas e suas cores nos atos, nas ruas e no carro de som.

A raiva é justificada, e legítima é a reação.

Nada mais natural, portanto, que a reação irada dos manifestantes diante da presença da direita em atos da esquerda. Nada mais justificável que o povo perca a paciência diante dos desmandos dos golpistas, diante do desastre social que o país enfrenta.

Por outro lado, a direita, sabendo que não pode se apresentar como tal, contrata seus garotos para enfrentar uma situação que pode até resultar em consequências mais graves.. Foi o caso do presidente municipal do PSDB, Fernando Alfredo, que é negro, e que foi corajosamente ao carro de som falar que era pelo fora Bolsonaro, debaixo de muito lixo atirado pelos manifestantes.

Toda a farsa montada para colocar a direita nos atos da esquerda tem um ponto de apoio especial: usar um negro para defender a manutenção das coisas tal como estão. Em grande medida, até a esquerda pequeno-burguesa também se utiliza desse truque para fazer qualquer coisa, como é o caso da “Coalizão Negra por ‘dinheiro’”, que brilha em todas as manifestações sem apresentar nenhuma política consequente de combate ao racismo. 

O fato é que os atos demonstraram que os manifestantes estão evoluindo para a esquerda combativa, e que os truques de bastidores não vão servir para empurrar goela abaixo do povo a terceira via.

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