Crise iminente

Inflação acentua crise histórica do capitalismo

O risco de descontrole inflacionário causado pelos programas de resgate feitos pelo governo norte-americano e suas consequências sobre a economia mundial, já haviam sido alertados no começo do ano pelo Banco Central chinês. Agora, é o The Economist que chama atenção para o problema
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Segundo o diretor do Fed – o Banco Central americano -, Jerome Powell, a inflação nos EUA permanecerá mais alta e mais longa do que a expectativa inicial. Informe do BC colocou a taxa americana em 5,3% no acumulado fechado no mês de agosto, ligeira queda de 0,1 ponto percentual em relação ao mês de julho. Com a crise no abastecimento das montadoras, veículos usados aparecem como os principais puxadores da alta, 31,9%, seguido pela energia, 25%. Entre os meses de julho a agosto, a variação média dos preços foi de 0,3%.

Principal economia capitalista, os EUA experimentam a mais grave alta inflacionária em 13 anos, sendo seu volume um tanto incomum para nações de capitalismo desenvolvido. A título de comparação, a inflação anual média verificada entre os anos 1960 a 2020 foi de 3,68%. A grande exceção do período foi justamente a crise inflacionária de 1974, quando os preços acumularam alta de 12,34%. No resto do mundo, uma situação semelhante se verifica.

Enfrentando uma crise que acarretou o desabastecimento do país, incluindo insumos básicos como combustíveis, a Inglaterra também experimenta a maior ascensão dos preços em 13 anos, com a inflação ultrapassando 4,08%. Embora o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirme que a inflação será um fenômeno “temporário”, ela dá mostras de que veio para ficar por um longo período. Na Europa, seguem também a tendência de elevação nos preços: a França, acumula alta inflacionária de 2,4%, a maior desde 2018, e a Alemanha, acumulou variação média de 4%, a maior do país desde 1993.

Tanto nos EUA quanto no Reino Unido, o fato da inflação ser a maior em 13 anos retoma velhos temores do capitalismo. Isso porque estamos falando, finalmente, de 2008, ano em que a crise Financeira derrubou mercados e economias em todo o planeta. A exceção da França, os principais pilares de sustentação do imperialismo encontram-se no mais grave descontrole econômico em décadas.

Comentando a situação da economia americana, o professor da Universidade de Duke, Connel Fullenkamp, destaca que os motivos para a inflação: “parte da razão dos fornecedores não estarem preparados para uma recuperação forte é que as empresas americanas carecem de entusiasmo pelo investimento”. Além disso, o professor destaca a política de “salvação” do capitalismo, que não vem obtendo êxitos:

“Os estímulos federais foram tão grandes (mais de US$1,5 trilhões) que a demanda pode ficar elevada por anos. E isso não inclui os trilhões de dólares no programa proposto para a infraestrutura. Com essa demanda extra e a limitada capacidade de suprí-la rapidamente, não há lugar para os preços irem, exceto pra cima.” (“Inflation is Here to Stay”, Newsweek, 7/10/2021).

O risco de descontrole inflacionário causado pelos programas de resgate feitos pelo governo norte-americano e suas consequências sobre a economia mundial, já haviam sido alertados no começo do ano pelo Banco Central chinês (ver Causa Operária nº 1151). Agora, é o The Economist que chama atenção para o problema do baixo crescimento econômico combinado com a pressão inflacionária. Em matéria publicada em seu sítio no dia 7/10, um dos principais órgãos de imprensa imperialista questiona se o mundo está voltando aos anos 1970, em referência à crise inflacionária de 1974.

Considerando que as principais datas citadas, 1974 e 2008, representam pontos de descenso acentuado do capitalismo, a situação da economia mundial hoje é muito mais frágil do que nas crises anteriores e aponta para uma etapa de agravamento da crise econômica e, consequentemente, da efervescência política.

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