Contra o arrocho

Greve na GM expressa tendência de luta diante da inflação

A tarefa da CUT é impulsionar uma mobilização real, levantando uma campanha nacional por 100% de reposição das perdas salariais e pelo gatilho salarial
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Desde 1º  de outubro, os metalúrgicos da General Motors (GM) de São Caetano do Sul (SP) entraram em greve contra o arrocho salarial. A greve estava em seu sétimo dia, quando essa edição era fechada.

A questão central da greve é justamente a escalada da inflação e a reivindicação de reposição integral do último ano, o que implica em reajuste de 10,42%, o que já vem sendo conquistado em diversas categorias de metalúrgicos, como nas empresas ligadas ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, como também em outras grandes categorias, como a de bancários, refletindo claramente o receio dos patrões de que se inicie uma ampla mobilização contra a expropriação dos salários que se intensificou em em meio à pandemia.

Segundo a direção do Sindicato – ligada à Força Sindical – a empresa já teria recuado na proposta de pagar o reajuste de acordo com a inflação do último ano apenas a partir de fevereiro de 2022 e aceitado o pagamento retroativo a setembro passado, mas permanece reivindicando alterações na cláusula vigente do acordo coletivo que garante estabilidade no emprego para os metalúrgicos com doenças ocupacionais.

Independentemente dos rumos que a greve venha a tomar – a GM ajuizou dissídio junto ao TRT (Tribunal Regional do Trabalho)  exigindo a ilegalidade da greve, buscando colocar nas mãos do judiciário patronal a decisão sobre a mobilização.

Ao contrário de alguns movimentos que vêm fazendo protestos de mentirinha ao ocupar mansão do lado de fora e a Bolsa de Valores no local de visitação do público, as greves operárias têm um potencial de impulsionar mudanças no quadro político do País em curtíssimo espaço de tempo, colocando em movimento o setor mais combativo dos explorados, a classe operária.

É por isso que os setores mais combativos do movimento devem apontar para a generalização e unidade das lutas dos trabalhadores, em torno de reivindicações centrais como é o caso da defesa do gatilho salarial, ou seja, da reposição automática das perdas salariais, toda vez que a inflação alcançar – por exemplo – 5%, uma vez que com o avanço da inflação, os reajustes que vem sendo concedidos não dão conta de enfrentar a disparada de preços que estamos vivenciando.

Greves locais, como a da GM estão expressando uma tendência geral de luta, que precisa ser unificada e generalizada.

Ao contrário da política dos pelegos de procurar conter o movimento e dedicar suas “energias” para proteger políticos inimigos dos trabalhadores e aliados dos patrões, como João Doria e CIro Gomes, a tarefa da CUT e de seus principais sindicatos é impulsionar uma mobilização real, levantando uma campanha nacional por 100% de reposição das perdas salariais e pelo gatilho salarial.

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