Em defesa de uma Comcap sob controle dos trabalhadores

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Encerrou-se na terça-feira, 28, a greve dos trabalhadores da Comcap – empresa responsável pela limpeza urbana da cidade de  Florianópolis-SC.

O acordo que pôs fim à greve garantiu para a prefeitura a manutenção da terceirização da coleta de lixo do norte da ilha da capital catarinense (já ocorre com a parte continental da cidade), mas suspendeu por um ano a ampliação da terceirização para outras regiões. Além disso, o acordo estabelece que os trabalhadores não serão demitidos por justa causa, conforme havia estabelecido a Justiça local – que havia decretado a ilegalidade da greve -, bem como o compromisso por parte da prefeitura em retirar os processos que resultaram em  cobrança de multas contra o sindicato da categoria, com os trabalhadores se comprometendo  a repor as horas de greve no serviço de limpeza urbana.

A avaliação das forças políticas que compõem o Sintrasem – filiado à CUT – é que se tratou de uma greve vitoriosa, pois barrou o avanço da terceirização desse serviço público pelo menos por um ano. De fato, essa foi uma importante conquista, mas diante do nível de radicalização da categoria ficou aquém do que seria possível, inclusive poderia evitar o avanço da terceirização do serviço de limpeza no norte da ilha.

No decorrer dos oito dias de greve os trabalhadores chegaram a ocupar o Centro de Triagem de Resíduos o que foi motivo de uma grande repressão por parte da Guarda Municipal. Ao contrário do que pretendia a prefeitura, a repressão serviu como estopim para a ampliação da greve. Um dia depois da operação de guerra montada contra os trabalhadores, deixando vários feridos, a adesão da categoria à greve saltou de cerca de 60% para 90%, com assembleias diárias e com a marcação de um grande ato para o domingo (26).

Em uma das maiores manifestações realizadas este ano, o ato da Comcap superou o ato organizado pela Frente Fora Bolsonaro no dia 7 de setembro. Ou seja, apenas uma categoria, com aproximadamente 1.400 operários, foi capaz de mobilizar em 24 horas mais trabalhadores que a Frente, formada por dezenas de organizações como partidos políticos, centrais sindicais, sindicatos e movimentos populares. 

O ato, animado do início ao fim, parou as ruas, atravessou a ponte Hercílio Luz sentido ilha de Santa Catarina, ao som da bateria Zumbi dos Palmares, que ficou reconhecida, desde o primeiro dia de greve como a bateria dos trabalhadores da Comcap. Foi justamente a mobilização cada vez maior dos trabalhadores ultrapassando os limites da categoria, que demonstram a grande limitação que foi o acordo com a prefeitura que pôs fim à greve.

As lições dessa greve devem ser devidamente amadurecidas na categoria, que deu provas de que é possível barrar a terceirização e a liquidação da Comcap, como quer a prefeitura. 

Para isso é preciso constituir desde já comitês de luta e mobilização nos locais de trabalho e moradia, envolvendo diretamente não apenas os trabalhadores da Comcap, mas suas famílias e a comunidade em geral contra a terceirização e em defesa de uma Comcap sob o controle dos trabalhadores.

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