Ditadura do judiciário contra a greve da GM

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Em assembleia realizada no começo da manhã do dia 13, os trabalhadores da General Motors de São Caetano do Sul rejeitaram, por unanimidade, a contraproposta parcial apresentada pela direção da empresa e apoiada pela diretoria do sindicato da categoria em reunião no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª Região, na  sexta-feira (8), e decidiram manter a greve iniciada no dia 1º/10.

A fábrica produz diariamente cerca de 750 veículos dos modelos Spin, Tracker, Joy e Joy Plus. Na semana em que a greve teve início, a direção da montadora anunciou a retomada dos dois turnos de produção já que esperava dobrar a produção do utilitário Chevrolet Tracker.

Pela proposta, a empresa aceitava reajustar os salários em 10,42%, referentes ao INPC acumulado nos últimos 12 meses (o que não repõe a inflação real, o aumento do custo de vida do trabalhador), o valor seria pago de forma retroativa a 1º de setembro e propõe manter as cláusulas do acordo coletivo de trabalho vigente, com exceções importantes, como é o caso da cláusula 42 que assegura estabilidade aos empregados portadores de doenças ocupacionais e, ainda, em relação ao valor do Vale-Alimentação.

A greve impôs também que a empresa propusesse estabelecer a antecipação do 13º de 2022 para fevereiro do próximo ano e o retorno de uma regra de progressão salarial. O TRT também definiu que a GM pagará integralmente pelos dias parados e que as horas não trabalhadas até o dia 12 terão de ser 50% compensadas.

Poucas horas depois, realizou-se o julgamento TRT do dissídio instaurado por conta de ação da empresa contra a greve, inclusive com pedido de que o TRT a declarasse abusiva.

De modo ditatorial e claramente em benefício dos patrões, os juízes do TRT, mesmo negando a abusividade da greve, determinaram a volta ao trabalho dos cerca de 4.100 metalúrgicos que estão em greve e estabeleceu em R$ 50 mil a multa diária caso os não voltassem ao trabalho, o que acabou sendo defendido pelos pelegos da diretoria do Sindicato, ligados à Força Sindical.

A greve da GM, bem como outras mobilizações de setores operários evidenciam uma tendência de retomada das lutas e até mesmo uma posição defensiva dos patrões e do próprio judiciário, expressa no atendimento parcial das reivindicações, visando evitar uma intensificação do enfrentamento, depois de um período de brutal intensificação da expropriação dos salários, demissões em massa etc.

Estão se colocando as condições para uma ampliação e generalização das lutas operárias, superando-se a paralisia das direções sindicais.

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