“Centrais” golpistas atacam a CUT para defender carrascos do povo

Para defender os que deram o golpe, elegeram Bolsonaro e atacam os trabalhadores, burocracia sindical pelega ataca ativismo combativo da CUT, do PT e do PCO
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Sob o título de “Lutamos por uma nação baseada na democracia, na tolerância e no respeito ao próximo“, dirigentes de algumas “centrais” sindicais publicaram nota pública para lamentar e repudiar a suposta “violência que militantes do PDT e, em especial o ex-ministro Ciro Gomes, sofreram no sábado, dia 2″, por eles considerada “um evento totalmente inaceitável”. Assinam o documento Força Sindical, UGT, CSB, CTB, NCST, Pública Central do Servidor e Intersindical Central da Classe Trabalhadora ─ todas “centrais” artificiais, sem verdadeira base operária, que têm como principal objetivo dividir a classe trabalhadora e combater a CUT.

“Defensores da democracia”

Os signatários do documento procuram se apresentar como pessoas isentas e imparciais e como “defensores da democracia” que, segundo eles, seria  baseada na “tolerância e no respeito ao próximo”.

No entanto, a maioria desses senhores nada tem a ver com tais palavras.

O presidente atual da Força Sindical, Miguel Torres, e o presidente licenciado dessa “central”, Paulinho da Força, atuaram diante do golpe de Estado ao lado de figuras como o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. Estes e outros “democratas” que assinam o documento estiveram metidos “até o pescoço” na campanha golpista e de violação dos resquícios de democracia que existia no País, que levou à derrubada da presidenta Dilma Rousseff. Campanha que não teve nenhuma “tolerância” e o mínimo respeito ao próximo.

Esses e muitos outros episódios de colaboração com o regime golpista desqualificam esses senhores a se passarem por defensores de “ações unitárias” que, supostamente, estariam a serviço de“defender a nação brasileira, combater o autoritarismo e construir uma democracia que acolha e valorize o povo”. Quando eles e seus aliados de ontem e de hoje são co-responsáveis não só pela derrubada de Dilma, pela prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como também pela vitória fraudulenta de Bolsonaro, de quem foram sócios menores, como foi o caso do governador BolsoDoria, do MBL, PSL, DEM e outros “novos” convertidos à “democracia”, da boca para fora.

Esses e outros algozes do povo brasileiro, organizaram um ato em que tiveram que gastar mais de R$ 200 mil, apenas em carro de som e segurança, para tentar controlar o movimento e fazer com que o povo aplaudisse os carrascos que deram o golpe, aprovaram o congelamento dos gastos públicos, aprovaram as “reformas” trabalhista e da Previdência, contra dezenas de milhões de trabalhadores e todo o povo explorado.

A desfaçatez desses senhores é tamanha que tiveram a “cara-de-pau” de tentar obrigar o povo a ouvir até mesmo discursos de tubarões que parasitam o povo, como a herdeira do Banco Itaú, Maria Alice Setúbal, chamada pela direita e pela esquerda com o apelido de Neca Setúbal, ligada ao setor que rouba todo ano mais de 50% do orçamento público, dos impostos pagos pelo povo brasileiro. Tudo isso, é claro, com o “maior respeito ao próximo”.

Quem eles defendem?

Não é a primeira vez que a maioria desses senhores se indigna e publica nota para defender setores da direita que se viram ofendidos com a manifestação de trabalhadores, estudantes… gente do povo que se revolta, e com toda razão, contra a presença de seus algozes, dos que agem cotidianamente contra o povo nas manifestações que foram construídas pela esquerda, e pelas organizações de luta dos trabalhadores.

Esse mesmo grupo já havia publicado nota de solidariedade ao PSDB, o partido do governo estadual que mais matou de Covid em todo o País, e fez com que São Paulo, o Estado mais rico da federação superasse a marca de 150 mil mortes (“oficiais”) na pandemia. Se fosse um País, o governo “democrático” de João Doria estaria no oitavo lugar do ranking de morte. Deixando para trás Bolsonaro, o governo tucano levou adiante a maior onda de privatizações que se viu no País; bateu todos os recordes de matança da população pobre e negra pela PM; atacou duramente o funcionalismo e todos os serviços públicos. Mas para esses senhores, são “aliados” que devem ser defendidos dos ataques do povo.

Acostumados a defenderem o político direitista Ciro Gomes, para quem já fizeram campanhas eleitorais contra os candidatos populares da esquerda, dos trabalhadores, esses senhores querem recriminar companheiros da CUT, do PT e do PCO – dentre muitos outros – que protestaram contra o cínico que dias antes do ato fez mais uma provocação contra o ex-presidente Lula e toda a militância de esquerda, levantando (como é tradicional na direita) calúnias, acusando-o de genocida e chamando-o de canalha. No que deve ter sido considerado por eles como uma “prova de tolerância”.

Quem eles atacam?

Para defender esses canalhas, algozes do povo brasileiro, esses senhores buscam atacar a militância combativa da esquerda, começando pela própria Central Única dos Trabalhadores (CUT), única Central nascida da luta dos trabalhadores, com poder real de mobilização e comprometida desde o começo com as mobilizações por Fora Bolsonaro e pelas reivindicações dos trabalhadores.

Também buscam atacar o PT, partido contra o qual – junto com a direita golpista – fizeram campanha, e o PCO, partido que vem denunciando a política reacionária desses senhores de frente ampla com a direita golpista.

Fica evidente que, por detrás do discurso de “defesa da unidade”, da parte deles não há o menor interesse em se unificar com a esquerda, com as organizações de luta dos trabalhadores, e que a única unidade que lhes interessam é com os seus “donos” e os chefes políticos que servem aos grupos patronais aos quais estão vinculados, como é o caso da poderosa Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP).

Romper com os pelegos

Os dirigentes e ativistas da CUT e de toda a esquerda devem tirar as devidas conclusões desses episódios, bem como do conjunto dessa operação pelega de apoio aos algozes dos trabalhadores.

Para fazer vitoriosa a luta contra Bolsonaro e toda a direita golpista é preciso romper com essas “centrais” de araque e mobilizar os trabalhadores, inclusive da base dos seus sindicatos, para impedir que o movimento de luta seja tomado por aqueles que defendem, de fato, a mesma política de Bolsonaro contra os trabalhadores e todo o povo brasileiro, precisa romper com esses homens que, além de pelegos, golpistas e patronais, são traíras. 

Diga-se de passagem que não se viu nota alguma desses senhores condenando a violência dos partidos e políticos “democráticos” que nas semanas anteriores votaram pela privatização dos Correios e Eletrobrás e pela PEC 32, que ataca 12 milhões de servidores e todo o serviço público. Muitos deles agora, com ajuda desses senhores, querem se apresentar como  “aliados” do povo contra Bolsonaro.  É preciso ser muito tonto ou iludido para acreditar nessa visão fantasiosa. Não era o caso de milhares de ativistas presentes na Avenida Paulista que protestaram contra os golpistas.

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